sábado, 31 de março de 2012

Faz-de-Conta

És o meu faz-de-conta preferido. Fazes de conta de tudo, é tudo o que fazes, fazer para ti, só fazer de conta. Fazer por fazer, fazer amor, fazer café, fazer a cama, fazer o jantar, para ti, só se for fazer que se faz, porque fazer de facto, só de conta. Nada te peço meu faz-de-conta porque sei que tudo o que por mim farias seria de conta, mas duma coisa tenho a certeza, não fazes de conta que me amas, isso é mesmo de verdade.

Fugitivos

Anda. Onde vamos? Ainda não decidi, mas vamos para longe que te quero só para mim. Mas temos pouco tempo. Não importa, nem que tivessemos apenas um segundo. Anda. Dá-me a mão. Tenho medo. Não tenhas, estou aqui. E se nos perdermos? Não te preocupes, há muitos caminhos para o sítio onde vamos. E como sabes qual é o certo? Não sei, mas aí é que está a diversão.

Inspira-me








Música do Dia

Dance With Somebody - Mando Diao

Ela morreu

Morreu. Morreu? Morreu como? Não sei bem, mataram-na suponho. Quem? Ninguém se atreveria. Mas atreveu, porque ela está morta. Que calamidade. Como é que isso aconteceu? Foi o tempo. O tempo? O tempo pois. Passou por ela, enrugou-a e matou-a. A idade não faria tal coisa. Faria pois. Oh, o que perdemos com a idade. A ela, matou-lhe a imaginação.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Contas


E tu contas. Vives a contar. A contar histórias, sonhos, desejos. A contar as horas que passaram, os minutos que faltam. As pessoas que vão chegando, aquelas que já partiram. Os erros que cometeste, aqueles que não queres repetir. Contas e contas porque tens de contar. Contas as paragens que foram e as que faltam. Contas os degraus que subiste e os que subirás. Contas também os que desces e aqueles que não queres descer. Contas o que pensas e o que devias pensar. Contas porque tens de contar. Contas as páginas,  os parágrafos e as linhas. Contas as palavras, as sílabas e as letras. Porque contas? Porque tens de contar. E no fim, conta com o importante. Porque se é para contar, então conta comigo.